Os microempreendedores individuais (MEIs) seguem como grande motor da formalização de negócios no Brasil. Levantamento com base em dados oficiais mostra que, em 2026, os MEIs representam cerca de 78% de todas as novas empresas abertas no país, reforçando o protagonismo dos pequenos negócios na economia brasileira e a força do empreendedorismo como alternativa de trabalho e renda.
O resultado confirma uma tendência observada nos últimos anos: a maior parte das empresas que surgem no Brasil nasce sob o modelo simplificado do MEI, criado para facilitar a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, com menos burocracia e carga tributária reduzida.
Por que o MEI concentra a maioria das aberturas
O modelo do Microempreendedor Individual foi desenhado para simplificar a entrada na formalidade. Com processo de inscrição gratuito e simplificado, recolhimento mensal unificado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) e acesso a benefícios previdenciários, o MEI se tornou a porta de entrada para milhões de brasileiros que decidem abrir o próprio negócio.
A facilidade de formalização, somada à possibilidade de emitir notas fiscais e de acessar crédito e serviços bancários com CNPJ, ajuda a explicar por que o modelo concentra a maior parte das aberturas de empresas no país.
Protagonismo dos pequenos negócios na economia
O predomínio dos MEIs nas aberturas reforça o peso dos pequenos negócios na economia. Microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte respondem por parcela expressiva dos estabelecimentos ativos, da geração de empregos e da movimentação econômica em municípios de todos os portes.
Para especialistas, o avanço da formalização é positivo porque amplia o acesso a direitos, melhora as condições de crédito e favorece a organização financeira dos empreendedores. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado no número de MEIs exige atenção à sustentabilidade desses negócios no longo prazo.
Desafios de quem começa como MEI
Apesar da facilidade de abertura, manter o negócio funcionando e crescer de forma sustentável ainda é um desafio. Gestão financeira, controle de fluxo de caixa, separação entre contas pessoais e empresariais, planejamento tributário e organização das obrigações acessórias estão entre os principais pontos que impactam a sobrevivência dos pequenos negócios.
Outro ponto de atenção é a transição de categoria. À medida que o faturamento cresce e se aproxima do limite do MEI, o empreendedor precisa se planejar para eventual migração a microempresa, o que envolve mudanças tributárias e novas obrigações que exigem acompanhamento profissional.
Papel do contador na jornada do empreendedor
Nesse cenário, o contador tem papel estratégico. Além de orientar sobre a formalização e o enquadramento adequado, o profissional contábil pode apoiar o empreendedor na organização financeira, no cumprimento das obrigações e no planejamento de crescimento do negócio. O acompanhamento contábil desde o início ajuda a reduzir riscos, evitar pendências fiscais e preparar a empresa para escalar com mais segurança.
Perguntas frequentes
O que é o MEI? É o Microempreendedor Individual, modelo simplificado de formalização para trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, com registro facilitado, recolhimento unificado e acesso a benefícios previdenciários.
Por que os MEIs concentram a maioria das aberturas? Pela simplicidade do registro, pela baixa carga tributária e pelo acesso a CNPJ, emissão de notas fiscais, crédito e serviços bancários.
Quais os principais desafios de quem é MEI? Manter a gestão financeira organizada, controlar o fluxo de caixa, cumprir as obrigações e planejar a transição de categoria quando o faturamento crescer.
Fonte: Com informações de Contábeis




